SEO e Métricas na Prática

No dia 04 de julho de 2018 tive a honra de participar do 3º Encontro de Métricas do Paraná e ministrar uma palestra sobre SEO e Métricas na Prática, com exemplos reais de como fazer SEO com dados. O evento foi realizado em Curitiba e contou com cerca de 120 pessoas de áreas diversas de marketing digital.

Junto comigo, estavam na roda as seguintes feras: Fernando Kanarski, Gustavo Gonzalez e Pedro Santoro. Eles mandaram muito bem nas palestras e na dinâmica de perguntas e respostas do final. O público também foi fantástico e fizeram perguntas muito boas (pena que não tinha mais tempo).

Ao receber o convite, o Zé Matias (organizador) passou os feedbacks coletados dos eventos anteriores e um dos pontos levantados por alguns participantes eram de que eles gostariam de ver coisas mais práticas, que pudessem aplicar no dia a dia. Diante disso, tinha o desafio de preparar algo prático e apresentar em 20 minutos para pessoas com níveis de maturidade de SEO diferentes. O resultado desse “bem bolado” foi a apresentação abaixo:

Como o tempo foi reduzido, vou utilizar este post para detalhar algumas ideias da palestra e dar alguns direcionamentos para quem quiser aprender mais.

Divisão dos slides

Na separação dos tópicos dos slides dividi 5 pontos práticos:

  1. Como encontrar páginas com potencial no seu site e nos concorrentes.
  2. Será que o Google consegue acessar todas as páginas do seu site?
  3. Como mapear as dúvidas dos seus usuários.
  4. Uma estratégia simples de integração de SEO com mídia paga.
  5. Algumas tendências de SEO para 2018 e 2019.

Caso tenha ficado interessado, confira os tópicos a seguir para saber mais detalhes sobre cada um dos temas abordados. E caso tenha ficado com alguma dúvida, não deixe de perguntar nos comentários!

Páginas com Potencial para Otimização

Para essa aplicação prática de SEO fiz a referência na palestra de duas ferramentas:

Search Console

O Search Console recomendei para você mapear páginas que estão numa faixa de posicionamento entre 4º a 10º, pois são páginas com maior propensão de ficarem melhores posicionadas já que estão na “beira do gol”. Para isso, você deve selecionar as métricas de cliques, impressões, CTR média e Posição média dos últimos 7 dias:

Interface do relatório de desempenho do Search Console com métricas de cliques, impressões, CTR e Posição média
Métricas selecionadas para exportação dos dados.

Caso o teu site ainda tenha poucos cliques e impressões, considere pegar um período maior (últimos 28 dias ou meses). Logo abaixo do gráfico acima, você verá uma lsita semelhante:

Interface do relatório do Google Search Console de páginas.
Lista de páginas com suas respectivas posições médias.

Aqui é importante ressaltar que uma página pode ativar várias palavras-chave e essa média é calculada levando todas elas em conta. Por exemplo, ao pegar a primeira página do exemplo acima, é possível verificar que há 609 termos que ativam apenas essa página. Caso você queira ver isso, é só clicar na página e depois trocar para a aba “Consultas”, conforme indicado na imagem:

Interface do Google Search Console com termos de uma página específica
Clique na página que você quer analisar e depois na aba “Consulta” para visualizar os termos.

Com isso você já consegue analisar a importância de cada um dos termos e otimizar o conteúdo da página em questão. E para quem gosta de programar, é possível utilizar a API do Search Console para facilitar nesse processo.

SEMrush

No caso do SEMrush, você consegue mapear o mesmo tipo de informação, mas com menos precisão, visto que a ferramenta trabalha com estimativas e não com seus dados reais. Um exemplo que utilizei foi mapear as melhores páginas dos seus concorrentes utilizando como critério palavras-chave que não tivesse ligação com a marca e numa faixa de posicionamento entre 1º e 3º lugar no Google. Para isso, basta usar o seguinte filtro avançado da ferramenta no menu Análise de domínio > Pesquisa Orgânica > Posições:

Exemplo de filtro avançado do SEMrush para encontrar os top 3 termos dos concorrentes.
Saiba os principais termos de acesso dos seus concorrentes tirando o nome da marca e pegando os tops 3 termos pelo SEMrush.

Uma vantagem de utilizar o SEMrush para fazer a análise do seu próprio site, é de que ele também te dá métricas como:

  • Buscas mensais.
  • Dificuldade de ter uma boa classificação com o termo.
  • Sazonalidades.
  • Quantidade de resultados.
  • URL que ela é ativada.

A combinação dessas métricas vai te ajudar a escolher melhor a priorização das páginas que você vai otimizar e onde há mais oportunidades. Além disso, você pode especificar o tipo de resultado e encontrar oportunidades em resultados de imagens, vídeos, respostas instantâneas e outras.

O Google consegue acessar todas suas páginas?

Essa é uma dica pouco conhecida, fácil de identificar e matadora! Quando identificamos isso no cliente, obtivemos um ganho de 1,5 milhões de novas páginas que puderam ser descobertas pelo Google. Para você identificar isso no seu site é necessário navegar no menu do novo Google Search Console: Status > Cobertura do índice e filtrar páginas excluídas:

Exemplo de filtro de URLs excluídas no Search Console
Selecione “Excluído” para procurar se há o motivo de “Detectada, mas não indexada no momento” na lista.

Na lista dos motivos, procure por “Detectada, mas não indexada no momento“, em que na documentação está com a seguinte definição:

Detectada, mas não indexada no momento: o Google identificou a página, mas ainda não a rastreou. Normalmente, esse status significa que o Google tentou rastrear o URL, mas o site estava sobrecarregado. […]
Fonte: Ajuda do Search Console.

Ou seja, o crawler (robô) do Google bateu na porta da sua hospedagem e ela respondeu “Senhor Google, você já entrou muitas vezes aqui e eu não posso mais lhe atender. Por favor, volte outra hora“. No caso em que comentei no início deste tópico, a quantidade de URLs com esse status era gigantesca e representava uma porcentagem expressiva de páginas do site. Como correção, foi criado uma instância separada apenas para o site em questão, pois antes ele compartilhava com outros que acabavam consumindo o limite diário de requisições.

E recentemente, no SMX 2018, teve uma palestra com Frederic Dubut (funcionário da Microsoft), em que ele mostra como funciona o “budget” de rastreio. Nele, um ponto é de que esse “budget” pode ser dividido para sites no mesmo IP e do mesmo domínio:

Slide sobre budget de rastreio
Divisão de como pode ser dividido o budget de rastreio do Bing.

E acreditamos que o funcionamento deve ser semelhante para o Google. Para quem quiser ver na integra:

Como mapear as dúvidas dos seus usuários?

Uma boa estratégia de SEO é trabalhar com conteúdos que são as principais dúvidas dos usuários que acessam o seu site. Durante a palestra trouxe alguns exemplos de locais onde você pode obter essas “inspirações”, dentre elas:

  • O suggest de busca do Google.
  • As buscas relacionadas na página do Google (que ficam no final da página de resultados).
  • O site Answer The Pulic.
  • SEMrush
  • Yahoo Respostas.
  • Grupos e páginas do Facebook.
  • Tópicos em fóruns.
  • Comentários em blogs.

Essas quatro últimas opções são excelentes para você mapear as dores do seu público-alvo, pois são conteúdos publicados por eles. Aqui não há muito segredo, é um processo mais manual e de “garimpo”. O que pode te ajudar nessa jornada é fazer as buscas com os operadores do Google (ex: site, intitle e inurl – confira a lista de operadores).

Caso procure por algo mais automatizado, na ferramenta do SEMrush há a ferramenta Keyword Magic Tool que possuí uma filtro para termos relacionados a perguntas:

Filtro no SEMrush para descobrir as perguntas relacionadas a astigmatismo.
Filtro para descobrir as perguntas relacionadas a astigmatismo.

Em alguns testes que realizei, a ferramenta atende bem, mas na lista de palavras-chave da busca orgânica eu tive a percepção de ter mais opções de termos.

Testes de SEO com Google Ads

O exemplo prático de integração entre SEO e o Google Ads (finado Google AdWords), foi a questão de utilizar as possibilidades que há na criação de anúncios de textos para criar linhas criativas e entregar elas de maneira linear para saber qual linha de conteúdo você pode trabalhar. Por exemplo, para um anúncio de TV podemos criar 3 variações de um único anúncio, que utilizam abordagens diferentes para entender o que mais chama atenção do usuário:

Exemplo de 3 anúncios de TV no Google Ads, para integração com SEO.
Exemplo de 3 tipos de anúncios com linhas de conteúdo diferenciadas.

Ao olhar cada um, dá para perceber que em um temos algo voltado para preço, outro voltado para diversidade de marcas e o outro para condições de pagamento. Aqui vale um ponto de atenção: não levar isso como premissa para todas áreas do site ou para todos os sites que você trabalha ou fazer um único teste, pois há diversos fatores externos e a revisão desse processo que fará com que você chegue no ponto ideal.

Este post acabou saindo um pouco mais longo do que eu esperava e a parte sobre tendências de SEO para 2018 e 2019 valem uma publicação separada. Espero que possa ter clareado um pouco mais o que abordei na palestra e qualquer dúvida que você tenha ficado, deixe nos comentários aqui no site!

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